quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

jardim botânico - segunda parte

Eu não terminei de falar sobre o jardim botânico! Vamos lá. Falei que o famoso joalheiro Antonio Bernardo é quem cuida do orquidário, só não postei uma foto das flores jóias. Aqui está. Não são lindas? A experiência do jardim é inebriante, não somente pela suntuosidade de todas as espécies, mas também por causa do canto dos pássaros e do cheiro sensual de natureza, essa mistura de mato, de terra molhada, folhas murchas e clorofila.
O carrinho estacionou um momento diante do jardim japonês. Pudemos descer e contemplar durante alguns minutos o delicado espaço. Vi logo o jardim seco onde havia um abrigo hexagonal de madeira, areia branca em torno e rochas representando a longevidade. Tive vontade de ficar lá parada, ou melhor, plantada que nem uma cerejeira. Queria ficar meditando por um bom momento, mas o tempo estava contado. Atravessei a pontezinha arqueada que cruza o lago repleto de languidas carpas deslizando entre as plantas aquáticas. Em torno de mim uma profusão de bambus e selaginellas.  De tempo em tempo dava para ouvir um barulho oco, uma batida regular e repetida vindo da água. Depois de alguns segundos eu descobri a origem do som. Ele vem de uma cascatinha que enche um bambu serrado ao meio. Depois de cheio, o peso da água faz ele se abaixar e derramar o líquido num outro bambu formando assim uma delicada queda d água. O estranho ruído vem da batida dos bambus se chocando entre si.

Tivemos que voltar até o carrinho. Fiquei sentada no fundo, dando de costa para o motorista e com a visão livre já que não havia as cabeças de outros turistas para atrapalhar a minha apreciação do jardim. Percorremos as alamedas bordada pelas dignas palmeiras imperiais. Amo de paixão essas nobres arvores, são de extrema elegância. Ao atravessar o jardim botânico, eu tive vontade de cantar: Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro...


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